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Porto Santo - Passeios a Pé

Caminhe no Porto Santo para retemperar o espírito. A Norte poderá respirar o ar puro da montanha, proporcionado pelo pinhal aí existente.
Recentemente recuperadas, as veredas, quer pela segurança que oferecem quer pela beleza a que acedem, constituem hoje os circuitos ideais para levar a cabo este tipo de caminhada.

Passear a pé por entre maravilhosas paisagens e usufruir da sua beleza agreste num ambiente verdadeiramente idílico é, sem dúvida, uma boa forma de descobrir os encantos da natureza, de descontrair e de recuperar as energias gastas ao longo do ano. O Porto Santo é uma ilha de paradisíaca serenidade, onde predomina a beleza agreste e o silêncio.

PS PR1 - Vereda do Pico Branco e Terra Chã

Este trilho é um percurso rápido, que permite ao caminhante que visita a ilha do Porto Santo, num programa diário de barco ou avião a partir da ilha da Madeira, explorar a ilha, desfrutar da magnífica praia de areia, ou dar umas tacadas de golfe, enquanto aguarda o transporte de regresso.

A zona faz parte da Rede Natura 2000.

Distância total: 2,7 Km (+ 2,7 Km regresso)
Tempo: 1h 30m

Altitude máxima: 450 m
Altitude mínima: 184 m

Início: E.R. 111 - Serra de Dentro
Fim: Terra Chã

Inexistência de nascentes, leve água para beber

O trilho inicia-se na estrada regional E.R.111. Seguindo o caminho que dará acesso ao topo do Pico Branco, deparamos com uma enorme formação prismática na qual a própria vereda foi talhada - a Rocha Quebrada. A parte mais íngreme do percurso está ladeada por uma vedação de urze. A subida termina numa falha na rocha da Crista do Cabeço.

A vereda segue por entre uma paisagem com predominância de cupressus (Cupressus macrocarpa) até encontrarmos a bifurcação que nos leva, à direita, à Terra Chã e, à esquerda, ao Pico Branco, segundo pico mais alto do Porto Santo. Pico Branco ganhou o nome devido à existência de uma coluna de pedra branca, onde antigamente havia muita urzela, a qual era exportada do Porto Santo para a produção de tintas e de outras especialidades afins.

A área do Pico Branco e Terra Chã integra a rede europeia de sítios de interesse comunitário - Rede Natura 2000, Directiva Habitats, por apresentar a existência de endemismos de flora e fauna (moluscos terrestres - caracóis).

Este é o sítio da ilha do Porto Santo onde foi registada a maior quantidade de flora indígena melhor conservada, por se encontrar protegida pelo relevo abrupto, em escarpas dificilmente acessíveis. A vegetação indígena é, maioritariamente, herbácea e arbustiva.

Aqui podemos encontrar duas espécies de aves marinhas de relevo como a Cagarra (Calonectris diomedea borealis) e o Garajau comum (Sterna hirundo).

Na Terra Chã existe uma casa de pedra recentemente restaurada com vista a apoiar a propagação de plantas endémicas, a sua reintrodução no meio e a realização de estudos científicos.

Por debaixo da Terra Chã fica a Furna dos Homiziados, antigo esconderijo de foragidos, onde, segundo a tradição, várias pessoas se esconderam fugidas da lei e das investidas de pirataria dos argelinos. Conta a lenda que, numa dessas emergências, o tecto da furna abateu sepultando quantos lá se abrigavam.

Os inúmeros miradouros naturais que oferece esta vereda permite vislumbrar grande parte da ilha do Porto Santo: calhau da Serra de Dentro, Pico do Concelho, Ilhéu de Cima, Pico do Maçarico, Portela, Rocha de Nossa Senhora, a cidade, parte da praia, Pico Ana Ferreira, Espigão dos Morenos, a Calheta e o Ilhéu de Baixo.

Esta vereda foi traçada de propósito para a passagem dos burros com carga quando os locais semeavam cevada na Terra Chã. O regresso é feito pela mesma vereda.

PS PR2 - Vereda do Pico Castelo

Este trilho apresenta duas hipóteses para ser percorrido. O passeio oferece magníficas paisagens, e a possibilidade de contactar com a fauna da ilha, sendo possível observar coelhos, bandos de perdizes e rapinas em plena caça, e é uma oportunidade única de contacto com a natureza selvagem e humana.

Distância total: 3,2 Km ou 4,6 Km
Tempo: 1h 30m ou 2h 15m

Altitude máxima: 435 m
Altitude mínima: 225 m

Início: Moledo
Fim: Miradouro do Pico Castelo

Inexistência de nascentes, leve água para beber

Este trilho inicia-se no sítio do Moledo junto à Estrada Regional e, subindo pelo caminho florestal, permitirá duas alternativas para o percorrer: pelo lado Norte ou pelo Sul do Pico do Facho. Este último é o percurso mais extenso da ilha do Porto Santo.

Atravessando a zona central da ilha, pela base do Pico do Facho, podemos observar vestígios da antiga área agrícola, do árduo trabalho de construção dos muros emparelhados e contemplar a fantástica obra humana para a reflorestação da ilha.

No cimo do Pico Castelo deparará com a estátua de homenagem a António Schiappa de Azevedo, grande impulsionador da reflorestação do Porto Santo. Todo o processo de arborização permitiu controlar os fenómenos erosivos patentes nesta ilha. Foram introduzidas espécies exóticas que, pelo seu carácter rústico, têm maior resistência aos factores adversos, como o Pinheiro de Alepo (Pinus halepensis), o Pinheiro bravo (Pinus pinaster) e o Cedro (Cupressus macrocarpa).

As espécies indígenas que podemos encontrar vão desde o dragoeiro (Dracaena draco), a Oliveira (Olea sp), a Azinheira (Quercus ilex ssp. rotundifolia), algumas Faias (Myrica faya), a urze (Erica scoparia) e florido Massaroco (Echium nervosum).

O percurso oferece paisagens magníficas e a possibilidade de contactar com a fauna da ilha, visionando bandos de perdizes (Alectoris rufa), aves rapinas como a Manta (Buteo buteo buteo) e o Francelho (Falco tinnunculus canariensis), os coloridos Pardais (Passer domesticus) e o impressionante Poupa (Upupa epops).

Após a subida ao Pico Castelo finalizará no Miradouro do Canhão onde avistará em pano de fundo a cidade Vila Baleira, quase toda a extensão da ilha e, no horizonte, as ilhas Desertas e a Madeira.

A designação do nome Pico Castelo é datada do séc. XV e proveio do facto de existir um forte para onde fugia a população da ilha, quando atacada por piratas franceses e pelos argelinos. A sua posição central e a maior facilidade de organizar a defesa das pessoas, fez deste um verdadeiro Castelo.

PS PR3 - Vereda do Calhau

Um pequeno trilho que desce 80 m por uma espectacular arriba fóssil até à praia do Calhau (neste ponto, o acesso ao mar não permite banhos). Este percurso pode facilmente ser combinado com PR2 PS proporcionando um dia interessante no Porto Santo.

Distância total: 0,5 Km (+ 0,5 Km regresso)
Tempo: 30m

Altitude máxima: 80 m
Altitude mínima: 0 m

Início: Fonte d’Areia
Fim: Fonte d’Areia

Inexistência de nascentes, leve água para beber

Este trilho inicia-se junto à Estrada Regional e tem a particularidade de permitir a descida pela arriba fóssil da Fonte da Areia até à praia do Calhau. A espectacular arriba arenosa, esculpida pelo vento ao longo dos anos, indica bem o efeito da erosão eólica, que se faz sentir na ilha do Porto Santo.

Ao iniciarmos a descida deparamo-nos com uma fonte, datada do ano de 1843 e, obviamente, a responsável pela origem do nome do local. Em tempos esta água era muito apreciada pelas suas propriedades terapêuticas e medicinais, utilizada então para o abastecimento do sítio da Camacha. Hoje em dia está imprópria para consumo.

Depois de alguns degraus encontramos um pequeno miradouro do lado direito que nos permite admirar as impressionantes falésias a norte.

A praia do Calhau é um óptimo ponto de pesca muito utilizado pela população local.

A vegetação existente neste percurso é essencialmente herbácea, existindo algumas plantas raras como o caso do Limónio (Limonium ovalifolium) e da Eufórbia marítima (Euphorbia paralias L.).

A descida faz-se em zizue-zague até ao calhau. O acesso ao mar não é aconselhável porque, para além da ondulação da costa norte, esta zona da praia tem algumas rochas. Por isso deixe-se seduzir com o azul e com o horizonte e mantenha-se a apreciar e descobrir os pequenos ilhéus que daqui se avistam.

Responsabilidade

Os percursos pedonais recomendados não isentam os seus utentes ou as pessoas que os promovam da assunção da responsabilidade por eventuais danos materiais ou humanos que ocorram no decurso da sua realização.(Decreto Legislativo Regional 7-B/2000/M, Artigo 9.º)

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